Ambiente seguro contra a covid nas escolas cariocas não dura uma semana.

Depois de uma longa luta jurídica entre a associação patronal das escolas particulares (SINEPE) e o sindicato dos professores das escolas particulares, a 3ª turma, oficialmente Camará Civil do Tribunal da Justiça do Rio por meio do voto do desembargador Peterson Barroso Simão seguido de mais dois outros desembargadores liberou o município para regulamentar o retorno do funcionamento das escolas. Ainda que a média móvel de mortos por covid no inicio de outubro esteja igual ao período de inicio de agosto, ou seja, mais de 40 mortos por dia com a média móvel de novos casos tenha aumentado segundo o site da prefeitura carioca, Painel Rio Covid-19. Atualmente temos mais de mil novos casos.

A decisão da Excelentíssima Autoridade Jurídica Burguesa visa “possibilitar o Chefe do Poder Executivo Municipal, sob sua inteira responsabilidade, e se assim entender, com a adoção de todos os cuidados necessários, a autorização do retorno às aulas presenciais na rede privada a partir do dia 1 de outubro de 2020″. Assim na primeira semana de outubro diversos colégios particulares retomaram as aulas de algumas das suas classes. Segundo Lucio Werneck diretor do SINEPE em entrevista para Agência Brasil no dia 04 de outubro 50 % das escolas tinha retornado e considerava que aumentaria para 90 % no inicio da segunda semana. Assim para o dirigente patronal tudo estava transcorrendo da melhor maneira possível, apoiando a medida farsesca de ir quem quisesse tanto professores, funcionários e alunos. E considerando que a greve dos professores particulares não afetaria o retorno das aulas.

Qual terá sido a reação deste senhor ao ser informado que no momento um grande colégio particular de Botafogo na ultima quarta suspendeu as aulas presenciais de todas as turmas da 1ª série do Ensino Médio até o 23 de outubro em razão de um estudante com sintomas para a COVID-19, todavia não ficou só nisso, pois no mesmo dia um outro colégio tradicional agora da Gávea igualmente teve um caso suspeito de COVID-19 na sétima série do Ensino Fundamental por isto suspendeu as aulas desta série e das turmas da sexta série que tivessem os mesmos professores.

Segundo reportagem do jornal golpista da Família Marinho do dia 10 de outubro, estes colégios seriam o Santo Inácio e Teresiano. A mesma reportagem traz a decisão surpreendente da Escola Eleva, unidade Botafogo. Ainda que tenha tido três casos suspeitos de COVID-19 foi decidido que eles vão continuar funcionando porque seria estatisticamente impossível barrar a propagação da doença num segue o jogo e morra quem morrer.

Uma ultima observação no dia 13 de setembro foi realizado um ato promovido pelos donos de colégios particulares na praia de Copacabana. Sem problemas o comitê concorda que todos tem o direito de se manifestar. A questão é que o comando do Batalhão deste Bairro impede que nos atos Fora Bolsonaro a utilização até de megafone. Mas naquele dia os donos de colégios utilizaram um carro de som como pode ser visto no vídeo em anexo a este artigo.

No mais o sindicato dos professores particulares (SINPRO) informou que a greve da categoria continua, só que não adianta ficar em nota de protesto. É necessário que medidas mais incisivas para garantir a greve sejam tomadas.

Recomenda-se que as mães e os pais verifiquem se as escolas testaram funcionários e professores.

Vale observar que não se sabe quem inseriu os termos relativo as máscara mas é uma boa legenda lembrando a fotos dos jogadores do Flamengo voltando do Equador.

Lembrando que por Bolsonaro ele nem teria parado as aulas como várias escolas militares fizeram até acontecer as denúncias de contaminações.

Você sabe de outras escolas que tiverem caso de covid? Quais seriam as condições para o retorno das aulas?  Você é a favor da EAD?

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