Aniversário da Maior Empresa Brasileira é realizado sob novas ameaças.

No último sábado, foi realizado um ato-comemoração pelo aniversário da maior empresa brasileira, a Petrobrás. Esta companhia, fruto do esforço de várias gerações de trabalhadoras  e trabalhadores, está de novo sobre um imenso ataque do imperialismo. Não é o primeiro ataque realizado pelo imperialismo.

O primeiro realizado  é anterior a sua criação como quem já leu as obras de Moniz Bandeira sabe do esforço da Multinacional Standard Oil em assumir o controle da produção de petróleo no Brasil no final dos anos 40. Mesmo assim depois de muita disposição e luta de diversos setores da sociedade tais como a UNE, PCB, PTB, Clube Militar,  foi aprovada em 3 de outubro de 1953 pela lei 2.004 a Petrobras, garantindo o monopólio estatal do petróleo no Brasil ainda que através de uma empresa de economia mista. Uma medida que fortaleceu a oposição a Getulio Vargas que acabou sucumbindo ao cisto da própria vida.

Estes ataques vão perdurar por toda a república mesmo com os vários sucessos que esta empresa brasileira ao localizar o ouro negro em vários lugares na plataforma continental bem como no papel fundamental de desenvolvimento de diversas áreas da indústria petrolífera tais como refino, petroquímica e mesmo em outras correlatas como a dos transportes e da indústria naval.

Por incrível que possa parecer os anos de ditadura militar foram menos perigosos a empresa que os anos dominados pelos neoliberais. Ainda que realizar uma greve significava ser um criminoso.
A partir da assunção do falso caçador de marajás os ataques se intensificaram numa técnica parecida com a adotada atualmente. A venda de parte da empresa ou das suas participações em empresas que seriam importantes de possuir. Em 1991, O presidente do BNDES vendeu todas as participações da Petrobras nas petroquímicas.

A queda do Collor permitiu um certo alivio. Mas a chegada do professor de sociologia, atual grande produtor rural, FHC, renovou a ofensiva de diversas formas tais como a liberação do conceito de empresa nacional para qualquer empresa que se instalassem no País mesmo como uma simples filial, a quebra do monopólio da pesquisa e de prospecção, liberando áreas com possibilidade de exploração para empresas estrangeiras.
A chegada do Partido dos Trabalhadores criou a expectativa que o povo assumisse realmente um efetivo controle sobre a sua empresa. Infelizmente uma expectativa que não se concretizou mesmo com todas as conquistas alcançadas nos últimos 15 anos em especial a impressionante do petróleo na camada do pré-sal.
O último ataque foi a leviana autorização do STF em permitir que a venda de empresas subsidiárias de uma empresa matriz. No caso especifico seria a venda de quatro refinarias da Petrobras seguindo uma proposta de redução de ativos ou de bens que os analistas do mercado financeiro chamam desinvestimento.

Ainda assim é relevante que no seu sexagésimo sétimo dezenas de verdadeiros defensores foram na frente da sua sede representando os milhões de trabalhadoras e trabalhadores que reconhecem a importância da Petrobras como elemento de desenvolvimento econômico brasileiro ainda que ela precise ser um elemento na superação da desigualdade socioeconômica do nosso povo.

Em anexo segue o manifesto  contra a venda de bens nacionais através da privatização de empresas publicas mesmo quando são ditas com deficitárias..

Abaixo o manifesto MANIFESTO PELA SOBERANIA (8) –

.https://www.youtube.com/watch?v=aMgOT6TF7OY

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