Procurador do STJD CBV é pelo ForaBolsonaro até a pagina 2,

Saquarema onde ocorreu o torneio que a Carol Solberg deu o grito que buscar libertar o Brasil do fascismo.

Numa luta não importam as ideias e as intenções se elas não levam as ações efetivas. Assim vemos que aqueles que gostam de posar de legal ou de descolados na hora que são chamados a se posicionarem eles abandonam esta postura e assumem o papel de executor ou de submisso para não perder o cargo ou os privilégios recebidos pelos seus senhores.

Esta introdução se refere ao advogado que se saiu do seu obscurantismo por ter um cargo administrativo no STJD da Confederação Brasileira de Vôlei como subprocurador, ou seja, a pessoa que deve realizar uma denúncia contra as organizações e os integrantes da confederação. Logo, as pessoas que tinha visto ou sabido do corajoso ato da atleta Carol Solberg de chamar ForaBolsonaro na entrevista no canal Sportv descobriram tal atitude não ficaria impune e que este advogado, ainda que concordando que ele não pode continuar mais um dia na presidência, entendia que devia ser o instrumento para oprimir tal manifestação. Portanto ele a indiciou em dois artigos do Código Brasileiro da Justiça Desportiva porque uma atitude com a dela colocava em risco os patrocínios que a confederação recebe para organizar as suas competições e pagar os seus representantes. Logo o dinheiro é mais importante que a liberdade de expressão.

A atleta Carol Solberg está aprestes de encarar a ira do bolsonarismo no STJD-CBV

Cabe o esclarecimento de que quem atua nos tribunais da justiça desportiva não são remunerados, mas tanto os auditores como os procuradores ganham destaque e notoriedade principalmente na modalidade esportiva que o referido tribunal é responsável. Quem acompanha mais atentamente o futebol percebe isto claramente.

Sabendo o quando o mundo do vôlei é dominado por uma mentalidade liberal mesmo dependendo fortemente no financiamento publico, o Banco do Brasil patrocina a confederação desde 1991, tomamos noção do medo de retaliação que a CBV tem deste governo fascista. Ressaltando que a atleta não tem patrocínio com este Banco. E nem recebe nenhum suporte governamental

Mas antes de analisar a ação do procurador Wagner Dantas que esta pedindo as penas máximas que ele poder encontrar, considero importante apontar como a CBV tem lidado com esta questão da liberdade de expressão dos atletas.

Pois o articulista Dudu Lopes do site Maquina do Esporte recorda que quando os jogadores Wallace e Mauricio no Mundial de Vôlei em setembro de 2018 fizeram com os dedos o número do candidato que já era reconhecido como um fascista, CBV divulgou a foto no Instagram, só a retirou porque houve uma repercussão negativa.

Na época ela emitiu a seguinte nota: ”A CBV repudia qualquer tipo de manifestação discriminatória, seja em qualquer esfera, e também não compactuou com manifestação política. Porém a entidade acredita na liberdade de expressão e, por isso, não se permite controlar as redes sociais pessoais dos atletas, componentes das comissões técnicas e funcionários da casa. Neste momento, a gestão da seleção ira tomar providências para não permitir que aconteçam manifestações coletivas.” Uma nota que nega a própria postagem por ela realizada que se comprova em uma simples pesquisa na internet. Logo hoje em dia podia ser vista até como uma “fake news”

Será que este advogado vai descobrir que lutar por algo é mais que postar uma foto em rede social?

Agora o que esperar de um procurador que foi indicado por uma entidade comandada por um senhor de nome Walter Pitombo Laranjeira que após 30 anos de vice-presidência assumiu no lugar do Ary Graça na mesma época de que este começou a ser acusado por corrupção?

A trajetória deste dirigente é bastante reveladora sobre as relações de poder que a Burguesia estabeleceu nas confederações esportivas. Só que isto vai ser abordado em outra oportunidade.  Este artigo vai focar na postura do subprocurador porque este se diz a favor do “Fora Bolsonaro” só que na hora que poderia fazer algo realmente relevante ele se mostra a favor do idiota-mor atendendo aos interesses da confederação que usa o patrocínio de um banco federal para atacar o ato corajoso de Carol Solberg e esconder que eles apoiam firmemente este governo fascista. Será que a CBV vai conseguir colocar uma cláusula de patrocínio perpétuo mesmo quando o Banco do Brasil for vendido para algum grupo internacional?

Se este advogado fosse realmente a favor do Fora Bolsonaro e visse que não teria como não denunciar a atleta ele poderia ter dito que estava impedido ou entregar este cargo não remunerado. Ou melhor, pedir o arquivamento visto que o jogo já tinha se encerrado e era uma entrevista para um órgão de imprensa, tá faz parte do PIG. Contudo pelas suas declarações isto não nem passou pela cabeça dele. Possivelmente o beneficio de estar neste cargo é maior que as suas convicções.

Um tipo de antifascista que acaba defendendo o fascismo porque se diz defensor dos regulamentos mesmo que eles vão contra o direito a liberdade de expressão. Lembrando que ele pediu a pena máxima para a atleta, ou seja, cem mil reais e o afastamento por seis partidas. Para termo de comparação no STJD do Futebol o Figueirense pelo W.O. do ano passado tomou uma multa de três mil reais.

Realmente com antifascista desta estirpe, Bolsonaro não tem do que se preocupar se retirado do poder pela mobilização popular.

Na terça possivelmente saberemos o resultado desta ação repressora. O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, vai fazer a sua defesa a pedido da mãe de Carol, a grande jogadora Isabel do Vôlei. Segundo Demétrio Vecchiolli do Blog Olhar Olímpico do site UOL o processo dela foi para a 1ª Comissão Disciplinar do STJD da CBV que é formada por cinco auditores com mais dois suplentes.

Vamos ver como estes auditores vão se comportar. Eu já estou organizando uma vaquinha para ajudar a atleta na possível punição..

 

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